O presidente do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), abriu,
no último dia 02 de outubro, o programa de Certificação em Biologia Cultural realizado pelo Sistema Fiep, por meio da Universidade
da Indústria (Unindus) em parceria com o Instituto Matríztico, de Santiago, no Chile.
O presidente do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), abriu, nesta
terça-feira (02), o programa de Certificação em Biologia Cultural realizado pelo Sistema Fiep, por meio da Universidade da
Indústria (Unindus) em parceria com o Instituto Matríztico, de Santiago, no Chile.
"Este programa é uma oportunidade única aos participantes de
vivenciarem uma metodologia que foca no desenvolvimento humano, e que enxerga a empresa como
um organismo vivo, composto por pessoas", afirmou Rocha Loures. Segundo ele, o objetivo de trazer
esse tipo de formação para a comunidade industrial é levar as lideranças empresariais a humanizarem suas organizações e melhorarem
o desempenho produtivo. "O grande desafio é como fazer o gerenciamento tecnológico e humano ao mesmo tempo. O programa dá
subsídios para isso", afirmou.
De acordo com Marcos Mueller Schlemm, diretor da Unindus, é a primeira vez que o programa
é realizado fora do Chile. "Esse curso, inédito no Brasil, representa o resultado de um esforço grande para que o entendimento
de como as organizações funcionam, seja trazido para o seio da indústria", disse.
O foco do programa é fazer com que os participantes compreendam a organização como um
sistema vivo, diferente dos outros sistemas por sua capacidade de se autoproduzir. Humberto Maturana, do Instituto Matríztrico
e coordenador da Formação em Biologia Cultural no Brasil, chama essa idéia de autopoiese. Sua teoria teve importante influência
na compreensão dos sistemas vivos, no papel da comunicação e da linguagem na evolução da espécie humana, e seus impactos na
vida organizacional; na convivência social e na biologia do conhecimento.
De acordo com Maturana, a Biologia Cultural une duas linhas de pensamento: a preocupação
biológica com o âmbito social. "É a união do processo biológico com o mecânico. As máquinas não funcionam sem os seres vivos",
disse.
Cerca de 70 pessoas iniciaram o curso que terá duração de três anos. A cada ano serão
realizados três encontros presenciais de 40 horas, nos meses de outubro, março e junho. Os encontros serão complementados
por 108 horas de trabalho a distância.
No curso são desenvolvimdas três linhas de trabalho. Investigação de novos conhecimentos
biológicos, culturais e de prática social. Eventos de formação complementar como conferências, seminários, workshops e visitas
técnicas orientadas; e projetos de extensão em parceria com universidades, escolas, empresas e comunidades.