Sustentabilidade é permitir que os ciclos se renovem e se mantenham sem agredir o
meio ambiente e a sociedade. Essa definição foi apresentada por Paulo Maffei de Souza, mestre em Estratégia para Desenvolvimento
Sustentável, um dos coordenadores do Diálogo de Aprendizagem realizado pela Universidade da Indústria (Unindus), na noite
do dia 02 de outubro, em Curitiba, cujo tema foi "O que é The Natural Step - TNS". A palestra foi transmitida via plataforma
virtual (satélite) para cidades de Londrina, Maringá, Telêmaco Borba e Arapongas.
Sustentabilidade
é permitir que os ciclos se renovem e se mantenham
sem agredir o meio ambiente e a sociedade. Essa definição foi apresentada por Paulo Maffei de Souza,
mestre em Estratégia para Desenvolvimento Sustentável, um dos coordenadores do Diálogo de Aprendizagem realizado pela Universidade
da Indústria (Unindus), na noite de terça-feira (02), em Curitiba, cujo tema foi "O que é The Natural Step - TNS". A palestra
foi transmitida via plataforma virtual (satélite) para cidades de Londrina, Maringá, Telêmaco Borba e Arapongas.
Souza
e a humanista Simone Ramounoulou, representante do TNS no Brasil conduziram o diálogo apresentando as ferramentas da metodologia
que podem ser aplicadas nas empresas para se chegar à produção sustentável.
De acordo com Simone, o primeiro passo
é definir e conceituar o tema sustentabilidade dentro da empresa. "Todo o trabalho deve fazer parte do processo cultural da
empresa e ser desenvolvido com foco e estratégia bem definidos", disse.
Souza explicou que, feita essa definição, a
aplicação do TNS prevê o cumprimento de algumas etapas. "É preciso entender o sistema em que a empresa está inserida; analisar
a realidade atual da organização; estabelecer as medidas para atingir o objetivo traçado e, dentro desse objetivo, definir
o plano de ação e prioridades", disse. O planejamento estratégico também deve ser alinhado com o ambiente interno e externo
da empresa. "Enquanto internamente é possível sonhar com metas e tentativas inovadoras; externamente é preciso se preocupar
em não prometer mais do que se consegue cumprir", advertiu.
O especialista disse ainda que muitas empresas já se preocupam
em manter sua produção em conformidade com a sociedade, o meio ambiente e a integração com todo o sistema vivo. "Para estas,
o TNS complementa suas próprias constatações que tracem uma fronteira para si do que é sustentável e do que não é. A partir
daí descobre o que torna suas ações nocivas e o que fazer para mitigá-las", afirmou.
O TNS surgiu no final da década
de 80, na Suécia como uma organização de consultoria e pesquisa internacional, voltada a gerar soluções, modelos e ferramentas
desenhadas especialmente para acelerar a sustentabilidade global.
Atualmente existem escritórios do TNS na Austrália,
África do Sul, Brasil, Canadá, Estados Unidos, Israel, Japão, Nova Zelândia, Reino Unido e Suécia. No Brasil, a metodologia
foi trazida e pela Willis Harman House/Antakarana*, fundada em 1992.
Simone Ramonoulou afirma que a metodologia já
foi aplicada em empresas como Multibrás, Banco Axial Participações, Instituto Escola do Banco Real, entre outras. Segundo
ela, uma das dificuldades enfrentadas pelo TNS no Brasil é a falta de percepção por parte da sociedade do conceito de sustentabilidade.
"Outro ponto que dificulta é que as empresas exigem resultados em curto prazo quando o processo necessita de tempo para ser
desenvolvido", contou.