Cerca de 1.300 pessoas participaram da cerimônia, que contou com a presença do vice-presidente
José Alencar, do presidente da CNI e de prefeitos, parlamentares e empresários
A nova diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) tomou posse na
noite desta segunda-feira (08), no Centro de Exposições Horácio Sabino Coimbra, no Cietep, em Curitiba. Cinquenta empresários,
liderados pelo presidente da entidade, Rodrigo da Rocha Loures, assumiram seus cargos na Federação para o quadriênio 2007-2011.
Mais de 1.300 pessoas lotaram o centro de exposições para acompanhar a cerimônia de posse,
que contou com a presença do vice-presidente da República, José Alencar, do presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, de presidentes
de entidades de classe do Paraná, presidentes e vice-presidentes das federações da indústria de São Paulo, Minas Gerais, Santa
Catarina, Rio Grande do Sul e Rondônia, do prefeito de Curitiba Beto Richa, de prefeitos de diversos municípios paranaenses,
parlamentares federais e estaduais e empresários.
Em seu pronunciamento, o presidente da Fiep reafirmou o compromisso da nova diretoria
de "celebrar uma gestão democrática, voltada à defesa dos interesses da indústria, à união do empresariado e ao fortalecimento
da representação sindical."
Rocha Loures destacou os avanços alcançados nos últimos quatro anos e falou sobre os
planos para a nova gestão. "O desafio, agora, é fazer com que a indústria compreenda melhor como utilizar o Sistema Fiep para
melhorar sua competitividade, independentemente do tamanho da empresa", disse.
Além dos programas e serviços oferecidos através do Senai, Sesi, IEL e Unindus, o presidente
da Fiep ressaltou o papel de mobilização da Federação. A campanha contra a prorrogação da CPMF, citada como a primeira das
lutas pela reforma tributária, exemplificou o que Rocha Loures chamou de responsabilidade política para o desenvolvimento
da democracia, do Estado e do país. Nesse campo, voltou a defender a implantação de uma política industrial para o Paraná,
que desenvolva a economia de todas as regiões.
"Nós, empresários, representados por nossos sindicatos e unidos em uma entidade independente,
podemos ajudar a construir uma política industrial regionalizada, que patrocine o aperfeiçoamento e a qualificação das indústrias
e estimule a cultura empreendedora em cada localidade, sempre com o apoio das lideranças locais."
Além de união e independência, outra palavra-chave utilizada em seu pronunciamento foi
ética. Rocha Loures conclamou os industriais, inclusive aqueles que integraram a chapa adversária na eleição da Fiep, para,
juntos, liderarem uma revolução através da ética e do aumento da participação política. "Devemos exercer uma liderança positiva
e forte para sermos agentes de fortalecimento da nossa sociedade civil e de saneamento da política pública", disse Loures.
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, destacou
a atuação do presidente da Fiep, Rodrigo da Rocha Loures, à frente do Conselho de Política Industria e Desenvolvimento Tecnológico
(Copin), da CNI, e, assim como o presidente da Fiep, analisou o momento econômico do país e cobrou do governo federal mudanças
na política econômica. Segundo ele, embora os indicadores desmintam qualquer avaliação pessimista, a situação apenas reflete
um quadro internacional favorável.
Aproveitando a presença do vice-presidente da República, Monteiro Neto externou a preocupação
do empresariado em relação à questão fiscal. "Nos últimos 10 anos o Brasil vem sucessivamente elevando os gastos correntes",
disse. Descrevendo o ajuste fiscal como de má qualidade e lembrando da contínua elevação da carga tributária, afirmou que
o modelo adotado no país está se esgotando. "O governo não deve desafiar os limites da tolerância da sociedade brasileira",
alertou.
As críticas à política do governo federal foram recebidas com atenção e pelo vice-presidente
da República, José Alencar, que confessou ser contra a CPMF, mas a favor da sua prorrogação, em função da responsabilidade
fiscal. "Precisamos da compreensão dos brasileiros. Não temos como deixar de aprovar a CPMF. O governo não pode abrir mão
do equilíbrio fiscal, se não colocaria muito a perder."
Alencar disse que a CPMF será aprovada mas que, em contrapartida, o governo federal já
preparou uma proposta de reforma tributária, apresentada para 27 governadores, que está sendo aperfeiçoada e será depois levada
ao Congresso Nacional na forma de uma mensagem de lei. "Esta proposta é de acabar com todos os impostos, CPMF, IPI, ICMS,
PIS, Cofins, que serão substituídos pelo imposto de valor agregado." Ele defendeu também a necessidade de se criar uma constituinte
exclusiva para tratar das reformas, principalmente da reforma política, que é uma sugestão também da Fiep.
O prefeito de Curitiba, Beto Richa, destacou a sintonia entre a Federação das Indústrias
e a Prefeitura, com os princípios da ética, democracia, transparência e a preocupação com o desenvolvimento sócio-econômico.
"O presidente Rodrigo carrega em sua pasta os dados sócio-econômicos de Curitiba. Ele tem sido um grande embaixador da nossa
cidade", disse. "E graças parcerias como essa Curitiba tem conseguido atrair investimentos da iniciativa privada que geram
emprego e renda", afirmou. Destacando o ambiente de paz e harmonia entre a prefeitura e a Fiep, o prefeito Beto Richa lamentou
que nem sempre isso aconteça, e que disputas políticas muitas vezes coloquem em risco os interesses da coletividade.
Cerimônia - Também compuseram a mesa, o presidente da Assembléia Legislativa,
Nelson Justus, e Antonio Lopes de Noronha, vice-presidente do Tribunal de Justiça. A solenidade de posse foi uma verdadeira
confraternização da indústria paranaense. Caravanas de empresários e lideranças do setor industrial de todo o Estado vieram
prestigiar a cerimônia, que terminou pouco depois das 22 horas.
Confira a lista da nova diretoria da Fiep
Presidente
Rodrigo Costa da Rocha
Loures
Vice-Presidentes
Carlos Walter
Martins Pedro
Cláudio Petrycoski
Edson Luiz Campagnolo
Helio Bampi
José Luiz Parzianello
Junker de Assis
Grassiotto
Luiz Fernando Wunderlich Ferraz
Luiz Paulo Rover
Nelson Arnaldo Kowalski
Odair Ceschin
Ricardo José
Magalhães Barros
Rommel Barion
Ronaldo Duschenes
Sidney Meneguetti
Wolney Edirley Gonçalves Betiol
Secretários
1ª Secretário: Fredy Henrique Chevalier
2º Secretário: Joaquim Cancela
Gonçalves
3º Secretário: Valdir José Gnatta
Tesoureiros
1º Tesoureiro: Evaldo Kosters
2º Tesoureiro: Sandro Nelson Vieira
3º Tesoureiro: José Georgevan Gomes de Araújo
Diretores Suplentes
Frederico José Busato
Junior
José Carlos Pisani (in memoriam)
Giovano Conrado Fantin
Itamar Carlos Ferreira
Renê Oscar Pugsley Junior
Sebastião
Ferreira Martins Junior
Cláudio Grochowicz
Wilson Becker
Marcos Tadeu Koslovski
José Carlos de Godoi
Paulo
Roberto Munhoz
Adilson Cozendey Filipaki
Edgar Behne
Antonio Di Rienzo
Marcos Aurélio Tudino
Paulo Roberto
Habinoski
Rafael Liston
Vilson Vilmar Basso
Joice
Maria Nervis Roncaglio
Amorim Pedrosa Moleirinho
Daniel Wosniak
Waldomiro Wanderley Luersen
Conselho Fiscal
Efetivos:
José Toaldo Filho
Urbano Rampazzo
Ursula Marta Dickel
Von Borstel
Kayser
Suplentes
Luiz Carlos Bonotto
Tamotu Oda
Maria Abigail Beira Fortuna