Cerca de 500 empresários participaram de palestras, oficinas e painéis sobre
políticas, ações, cultura, instrumentos e estímulo do comércio exterior durante o Encomex,
em Curitiba
A globalização é a prioridade para alavancar o crescimento e mover a economia mundial,
através das relações internacionais e do comércio exterior. Para poder crescer neste mercado é preciso ter visão estratégica,
capacidade e competitividade. A afirmação é do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Rodrigo da Rocha
Loures, ao abrir dia 25 de outubro, o maior encontro de comércio exterior do Brasil, o Encomex. A 122ª edição do evento foi
realizada, no Cietep em Curitiba, com o objetivo de difundir a cultura exportadora e aumentar a participação dos empresários
no mercado internacional.
Rocha Loures destacou a importância das entidades empresariais
para
dar suporte
às empresas na busca da competitividade. Ele citou o exemplo do Senai, que oferece capacitação tecnológica, o CIN com a consultoria,
serviços de comércio exterior e a promoção de missões empresariais e da Unindus, que oferece cursos de capacitação em comércio
exterior para os empresários paranaenses. "A economia brasileira tem que ser sustentável e isso passa pela inserção internacional
das empresas e indústrias paranaenses", disse. "Nós podemos fazer dos negócios internacionais um meio gerador de riquezas
para o Paraná", completou.
O Paraná ocupa o 5º lugar no ranking brasileiro de exportações.
Os principais produtos paranaenses exportados são injetores para motores, bombas injetoras, tratores, máquinas e aparelhos
para colheita, automóveis e madeira. Em 2007, os principais produtos exportados pelas empresas do Paraná, até setembro, foram
grãos de soja, automóveis, milho em grão, óleo de soja, frango e açúcar.
"O Estado tem mantido a mesma posição há anos. É preciso agregar mais valor as commodities
e incorporar ao mercado internacional outros setores produtivos como o setor da confecção e tecnologia", disse Rocha Loures.
Segundo ele, as estatísticas evidenciam que a economia, assim como o comércio exterior, está crescendo, o que indica que é
crescente a participação do comércio exterior no desenvolvimento econômico. "Temos que tirar proveito da diversidade brasileira,
cada região tem que se concentrar e se especializar nos seus recursos", disse.
Welber Barral, secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior (MDIC), que promove o Encomex há dez anos, destacou a necessidade de diversificar os produtos e mercados
de exportação para garantir competitividade. Barral apresentou os dados gerais do comércio exterior brasileiro e paranaense.
"A estimativa do governo federal é que o Brasil ocupe, 1,25% da fatia de exportações do mercado mundial, até 2010, que atualmente
é de 1,14%, e o Paraná pode ajudar neste desenvolvimento. De acordo com ele, de janeiro a setembro de 2006, as exportações
paranaenses somaram US$ 7,39 bilhões enquanto no mesmo período deste ano, já somam mais de US$ 9 bilhões."
Os produtos paranaenses são vendidos principalmente para Argentina, Alemanha, Estados
Unidos, Países Baixos, China, Irã e França. E os principais produtos importados pelas empresas paranaenses são insumos para
as várias indústrias instaladas no estado como óleos brutos de petróleo, trigo, automóveis, carroçaria, cloretos de potássio,
hidrogênio e superfosfato.
Na opinião do coordenador do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fiep, Vinícius
Gasparetto, o evento reuniu lideranças nacionais que são referência em comércio exterior. "Todas as entidades que podem auxiliar
e incentivar os empresários paranaenses a entrarem ou crescerem no mercado internacional estão reunidas no ?Caminho do Exportador",
um corredor de estandes com pessoas habilitadas para prestarem serviços e informações?, disse. "É um caminho para descobrir
novas oportunidades e informações de comércio exterior", completou.
O Encomex foi realizado com o apoio da Associação Comercial do Paraná (ACP), Unindus,
Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Caixa Econômica Federal, Correios, Federação
das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), Fundação de Estudos Sociais do Paraná (Fesp), Instituto Nacional
de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), Ministério das Relações Exteriores (MRE), Curitiba S/A, Seguradora
Brasileira de Crédito à Exportação (SBCE), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Instituto de
Tecnologia do Paraná (Tecpar) e UnicenP.
Histórico - Criado em 1997, o Encomex já foi realizado em 75 municípios
brasileiros, reunindo mais de 70 mil participantes. No Paraná, o evento foi realizado oito vezes, sendo que três foram em
Curitiba. Nesses dez anos, as exportações brasileiras saltaram de US$ 52,994 bilhões (1997) para US$ 126,371 bi até a terceira
semana de outubro de 2007. A previsão do MDIC é que, até o final deste ano, as exportações cheguem em US$ 155 bilhões. Entre
1997 e 2007, o número de empresas exportadoras brasileiras cresceu cerca de 54%. Eram 13 mil empresas que operavam com exportação
e hoje elas somam mais de 20 mil em todo o país.
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ENTIDADES OFERECEM INCENTIVOS FINANCEIROS PARA EXPORTAÇÃO
Entre as entidades que participaram do "Caminho do Exportador", durante o Encomex, estavam
as que oferecem incentivos financeiros às empresas paranaenses. O Banco do Brasil oferece serviços que incentivam as micro
e pequenas empresas a exportar e também para aquelas que já têm a cultura exportadora, disponibilizando gratuitamente um site
para que as empresas exponham seus produtos para o mundo, chamado "Balcão de Comércio Exterior". Além
disso, o BB oferece proteção para ambos os lados que participam do processo de exportação e também um treinamento em negócios
internacionais.
A Caixa Econômica Federal oferece consultoria para os empresários que têm interesse em
começar a exportar e orienta as micro e pequenas empresas a adequarem seus produtos de acordo com os padrões exigidos pelo
mercado exterior. A Caixa oferece também linhas de financiamento para compra de máquinas e equipamentos. Já o Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) oferece duas linhas de financiamento, uma para comercialização e outra para
produção, em tecnologia, softwares e bens de serviços.