Foram apresentados cinco casos, entre eles de empresas e entidades, que utilizaram a Investigação
Apreciativa para melhorar a gestão
Alunos que concluíram a certificação em Investigação Apreciativa
apresentaram dia 26 de novembro, os trabalhos de aplicação prática da metodologia em empresas e entidades.
Foram apresentados os trabalhos: Educação Corporativa, de José Bernardoni Filho; RC Conti, de Marco Antonio
Andrade; Instituto Paranaense de Cegos, de Rodrigo Valente; Café Igaraí, desenvolvido e aplicado por Marilda
Schiller de Moraes e Luiz Eduardo Junqueira; e Petrobrás, por Ana Maria D’Oran.
As apresentações foram transmitidas via videoconferência para as unidades do Sesi/Senai no Paraná
e para as Federações de indústrias de todo o Brasil através do canal CNI. A metodologia Investigação
Apreciativa tem como foco o comprometimento dos colaboradores na criação de uma visão compartilhada de
futuro com base em experiências positivas.
Um dos trabalhos apresentados foi o "Projeto Universidade Corporativa Radial", desenvolvido por
José Bernardoni Filho que propôs através da
aplicação da metodologia, a implantação do conceito de universidade corporativa. A UniRadial tem
40 anos de existência e tem estrutura física formada por seis campus em São Paulo, um no ABC e um em Curitiba.
Atualmente, a universidade tem 10 mil alunos.
De acordo com Bernardoni, o trabalho se iniciou com o envolvimento da diretoria e, posteriormente, dos
funcionários chegando a duas etapas do ciclo dos 4 Ds da Investigação Apreciativa: a descoberta (discovery)
e o sonho (dream). Com a participação de todos os níveis hierárquicos na dinâmica de aplicação
da metodologia, foi possível definir o objetivo. "Todos indicaram metas concretas e prazos compatíveis
para o cumprimento das mesmas. Além disso, sugeriram o alinhamento dos objetivos pessoais com os objetivos institucionais",
disse. Outras conclusões do trabalho estão que a administração da UniRadial é empírica
e depende da necessidade de profissionalizar a instituição.
Marco Antonio Andrade aplicou a metodologia na RC Conti, uma indústria
de confecção de Santa Catarina. A empresa apresentava faturamento crescente nos últimos cinco anos, porém
com queda na rentabilidade. Por isso, Andrade foi contratado pela sua empresa de consultoria, a Prodeg para fazer um planejamento
de controle de custos. "A empresa sempre fez a gestão identificando os problemas e apontando as possíveis
soluções", disse ele. No entanto, Andrade propôs uma nova maneira de gerir com a metodologia da IA.
"Parti dos pontos positivos no histórico da empresa como a participação em grandes magazines, a
marca própria e abertura de novos mercados", afirmou.
Segundo o consultor os participantes da dinâmica utilizada pela metodologia conseguiram vislumbrar uma empresa de futuro,
com desempenho otimizado, contribuindo para o crescimento das pessoas e da comunidade. Com isso, foram registrados resultados
positivos como os custos totalmente gerenciados e com a produção dos próximos seis meses já vendida.
Os outros trabalhos também focaram nos pontos positivos de uma empresa, e como utilizar as histórias positivas
para projetar um futuro de crescimento e gestão compartilhada baseada nas pessoas.