Propostas serão levadas ao Global Forum América Latina,
que acontece de 18 a 20 de junho, no Cietep, em Curitiba
Incentivar docentes e comunidade diretiva a participar dos diálogos
de sustentabilidade, colocar nos projetos político-pedagógicos a visão e ação voltadas
à sustentabilidade, formar professores para este novo modelo sustentável de educação e criar um
programa institucional comprometido com a causa da sustentabilidade são algumas das propostas das Instituições
de Ensino Superior do Paraná (IES) para inserir a sustentabilidade na educação. As propostas foram sugeridas
durante o evento II Governança Socioambiental, realizado na terça-feira (03), em Curitiba, pelo Conselho Paranaense
de Cidadania Empresarial do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).
“Precisamos de um ponto comum para o conceito da sustentabilidade
nas Instituições de Ensino Superior do Estado para que os projetos desenvolvidos alcancem metas concretas e
eficazes”, afirma a assessora de Ação Social do Sistema Fiep, Carla Mocellin. Segundo ela, a partir deste
alinhamento as instituições poderão definir formas para alcançarem a eficácia da educação
para a sustentabilidade.
As propostas serão levadas ao Global Forum América Latina,
encontro que acontece de 18 a 20 de junho, em Curitiba, e visa repensar o papel da educação para os negócios,
com foco na sustentabilidade. As inscrições para o evento estão abertas e podem ser feitas no site www.globalforum.com.br. O encontro é uma promoção da Unindus – universidade
corporativa do Sistema Fiep, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi).
A coordenadora de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência
e Tecnologia e Ensino Superior, Jaqueline Correa Veneza, acredita que a grande dificuldade em se trabalhar a sustentabilidade
é a diversidade de conceitos existentes para o tema. “As instituições deveriam trabalhar com um
conceito comum.”
“A escola brasileira já inseriu a educação
ambiental nas discussões há trinta anos. Estamos caminhando, mas a comunidade escolar sozinha não consegue
fazer milagre. É necessária a integração com o setor empresarial e o governo”, afirma o
presidente do Sindicato de Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinepe), José Manoel de Macedo Caron Junior.
Segundo Carmen Luiza da Silva, vice-presidente da Associação
Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior, 89% das instituições de ensino do país são particulares,
respondendo por 75% das matrículas. “Este segmento tem grande responsabilidade na formação dos
egressos. É por isso que as instituições de ensino precisam rever seus currículos e multiplicar
práticas sociais e de acesso à informação e educação ambiental”, diz.