Curso realizado pela Fiep, através do CIN e da
Unindus, prepara empresários para exportar.
O risco de ocorrer graves erros nas negociações e contratações de câmbio nas operações
de exportação é muito grande e as penalidades a que a empresa está sujeita são pesadas,
como multas, sanções e rescisões de contratos. Por isso, é fundamental que empresários
e profissionais que atuam no comércio exterior conheçam as peculiaridades deste mercado. O alerta é do
especialista em engenharia econômica e analista de Recuperação de Crédito da Agência de Fomento
do Paraná S/A (AFPR), Luis Fernando Martins, que ministrou na última quarta-feira (16) o curso “Câmbio
na Exportação”.
Promovido pelo Sistema Federação das Indústrias
do Estado do Paraná (Fiep), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN) e da Universidade da Indústria
(Unindus), o curso foi dirigido a empresários que já atuam ou têm interesse de atuar no mercado internacional
e profissionais do setor.
Martins observa que as mudanças nesta área são constantes,
o que demanda uma atualização e um acompanhamento permanente do mercado. “Na hora de contratar um serviço,
o empresário precisa ter noção do mercado, das taxas e preços. Caso contrário, seus custos
finais poderão serão muito elevados”, alerta.
Para o especialista, principalmente neste momento em que o Brasil pratica
a “taxa de câmbio suja”, estes cuidados são essenciais. No regime chamado de “flutuação
suja”, o câmbio é determinado pela oferta e demanda no mercado, mas, dentro de uma determinada banda, nem
sempre explícita, em que o Banco Central direta ou indiretamente intervém no mercado para evitar movimentos
de desvalorizações ou valorizações excessivas. Ou seja, o câmbio permanece livre desde que
não afete a competitividade externa.
No curso o professor explicou que as operações de câmbio
acontecem quando há mercadorias para serem exportadas ou importadas, operações financeiras (sem mercadorias)
e operações interbancárias. “É considerado câmbio, a operação de compra
e venda internacional, que exige a troca de moeda nacional por moedas conversíveis e vice-versa”, esclareceu,
lembrando que o regime de câmbio adotado por um país determina qual sistema de taxas/preços que será
adotado numa transação.
Martins detalhou também conceitos, riscos, peculiaridades, operações
e toda a regulamentação do mercado de câmbio para empresários e profissionais que já atuam
ou desejam atuar no mercado internacional.