Fórum dos Pró-reitores de Pesquisa e Pós-Graduação regional Sul
aborda tema debatido no Global Forum América Latina
A interação entre setor produtivo e academia, proposta pelo movimento Global Forum América
Latina, começa a apresentar resultados. Nesta quinta-feira (31), pró-reitores de pesquisa e pós-graduação
de instituições de ensino superior do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul se reuniram em Curitiba
para discutir essa aproximação e investimentos para pesquisa.
“É necessário encontrarmos formas de dialogar para aproveitar a pesquisa desenvolvida nas universidades
e a aplicação prática nas empresas. Estabelecer essa interação é uma estratégia
de gestão e, ao mesmo tempo, um grande desafio”, diz o presidente do Sistema Federação das Indústrias
do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo da Rocha Loures, que participou do encontro. O Global Forum América Latina
reuniu, em junho, mais de 1,3 mil empresários, representantes da academia, do setor público e da sociedade civil
para repensar o papel dos negócios, com foco na sustentabilidade.
“A questão agora é convergirmos os esforços e transformarmos as propostas em ações
concretas”, afirma o presidente do Conselho Paranaense de Pró-reitores de Pesquisa e Pós-Graduação,
Benjamin de Melo Carvalho, que também é pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da
Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Para Carvalho, uma forma de cooperação seria trabalhar em rede,
onde demandas e oportunidades pudessem ser facilmente identificadas.
Na avaliação do diretor da Unindus, Henrique Santos, uma das dificuldades da aproximação é
a diferença de linguagem entre as empresas e universidades. “O setor acadêmico faz pesquisa e o setor produtivo
desenvolve os produtos. É necessária uma convergência entre as linguagens e interesses para que ambos
possam se beneficiar da interação”, diz.
Investimento em inovação - Um dos assuntos abordados no encontro foi
o edital da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) que destina R$
150 milhões para isenção fiscal para empresas que investirem em inovação.
“É necessário popularizar a inovação. Existem iniciativas do governo que promovem novos
investimentos, mas o excesso de burocracia dificulta o acesso das empresas”, afirma Rocha Loures, ressaltando que uma
solução seria a aproximação com as universidades. “O mundo acadêmico tem potencial
para dar suporte às inovações requeridas pela indústria. O empresário deve aprender a procurar
o apoio da academia”.