Ações foram propostas em dois dias de trabalho. Encontro, promovido pelo Sistema Fiep
e parceiros, reuniu empresários, representantes da academia, poder público e sociedade civil
Vinte iniciativas de ação concreta que aliam educação, negócios e sustentabilidade surgiram
como resultado do Call for Action (chamada para ação), encontro realizado dias 29 e 30, no Cietep, organizado
pela Unindus, universidade corporativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná
(Fiep), com apoio do Sesi e em parceria com o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas,
Case Western Reserve University (EUA) e Instituto Ethos.
“O Call for Action superou as expectativas. É um grande desafio formular uma plataforma para introduzir e desenvolver
o conceito de sustentabilidade em dois dias. Cumprimos nossa missão e saímos do encontro com uma visão
clara do que fazer”, disse o presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures, no encerramento.
Entre as iniciativas que surgiram no encontro destacam-se: resgate dos valores morais e cívicos com a participação
engajada da academia e sociedade civil; gestão compartilhada da sociedade civil e governo; fórum pré-eleitoral
pela sustentabilidade; criação de um centro de planejamento e execução de projetos estratégicos
sustentáveis em rede distribuída; criação de um centro de capacitação transdisciplinar
intersetorial de formação; estruturação de agenda de diálogos entre os múltiplos
setores; criação de uma rede virtual Global Fórum; criação de subsídios para formação
acadêmica transversal para a sustentabilidade; formação para educadores; revitalização dos
currículos; inserção da sustentabilidade nos currículos dos ensinos fundamental e médio,
entre outros.
Este que foi o primeiro desdobramento do Global Forum America Latina, evento que reuniu, em junho, mais de 1.300 empresários,
representantes da academia, do setor público e da sociedade civil para repensar o papel dos negócios, com foco
na sustentabilidade, teve como resultado esses projetos que aliam educação, negócios e sustentabilidade.
Todos eles foram formatados com base em cinco principais áreas: Formulação e implantação
de políticas públicas; Geração e gestão do conhecimento da sustentabilidade; Reformulação
da educação de forma transversal; Articulação de parcerias em redes; Nova Ética - Valores
e protagonismo individual.
Continuidade - O próximo passo é dar corpo às iniciativas geradas. Os grupos que apresentaram
os projetos ficaram responsáveis pela articulação e andamento dessas iniciativas. Nos próximos
três meses serão buscados os apoios externos necessários para que os projetos se concretizem.
De acordo com o consultor em desenvolvimento organizacional e representante da organização Brahma Kumaris no
Brasil, Ken O’Donnel, os grupos farão sua autogestão e seu próprio monitoramento “Esse desenrolar
ficará por conta de cada grupo sendo que a Fiep acompanhará esses passos”, adianta O’Donnel.
Na avaliação de Rocha Loures, o Call for Action dará uma contribuição significativa para
os próximos passos. “Proporcionamos uma plataforma para que outros grupos partam de uma base mais avançada
e que resulte em uma contribuição mais apurada”.
Ações em todo mundo – Estados do Norte e Nordeste do Brasil também estão
se mobilizando para refletir sobre educação e sustentabilidade, tomando como base o Global Forum, realizado
em Curitiba. A primeira iniciativa acontecerá em São Paulo, dias 20 e 21 de agosto, um encontro preparatório
para o Call for Action, que acontece dias 20 e 21 de novembro.
O Banco Bilbao Viscaya decidiu apoiar um evento nesses moldes na Espanha e, na América Latina, o tema será foco
de discussão no encontro do Conselho de Empresários da América Latina (Ceal), de 11 a 13 de setembro,
em Santa Cruz de La Sierra; e na Assembléia Anual de Decanos das Escolas de Negócio Cladea 2008 (Consejo Latinoamericano
de las Escuelas de Administración), em Puebla, no México, de 22 a 25 de outubro, onde o presidente da Fiep será
um dos palestrantes convidados.
“O que se espera é a continuidade do movimento e que ele se multiplique em todas as regiões do Brasil,
América Latina e planeta, num processo contínuo e permanente nesse crescente desafio da aprendizagem da sustentabilidade”,
conclui Rocha Loures.