Informação, equipe estruturada e capacidade operacional compõem o tripé
para conquistar o mercado externo, defende especialista em curso realizado pela Fiep
Saber tudo sobre os hábitos de consumo do país de destino, ter informações seguras sobre os canais
de distribuição e toda a estrutura logística, e contar com uma equipe especializada com foco no atendimento
à exportação. Esta é a receita para exportar com sucesso na avaliação do consultor
em comércio exterior, Luciano Minghini, que ministrou o curso “Estruturando a Empresa Exportadora”, na
última quarta-feira (20), em Curitiba. O curso, promovido pela Unindus - universidade corporativa do Sistema Federação
das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) -, foi dirigido a empresários e executivos com o objetivo de
capacitá-los para estruturar a empresa visando a exportação.
Segundo Minghini, o planejamento das empresas para exportar se baseia no tripé: informação, equipe e
capacidade operacional. “As informações devem ser gerais e detalhadas, ou seja, deve-se conhecer a fundo
o país de destino. A equipe deve ser qualificada para atuar em comércio exterior e a empresa deve investir na
ampliação da capacidade operacional”, defende o consultor. Para Minghini, a empresa precisa conhecer sua
real capacidade de produção e saber até onde pode chegar. “Feito isso, entra o planejamento”,
afirma.
Minghini, que é representante da Mundial Assessoria Plena em Comércio Exterior, e consultor da Z4 Soluções
e Projetos, abordou, entre outros assuntos, a formação de equipe de vendas e de comércio exterior; adequação
de preços, produtos, produção e embalagens; transporte; e análise de riscos. “Esse é
o ferramental básico, os primeiros passos para qualquer empresa que está querendo atuar no comércio internacional”,
destaca.
Atualização constante – Uma das alunas, Cíntia Zampieri, supervisora de importação
da empresa Akiyama, do setor de componentes eletrônicos, defende a atualização constante como fundamental
para criar a cultura exportadora entre os colaboradores. “Planejamento também é fundamental. Com ações
planejadas é possível dar passos seguros rumo ao mercado externo”, acredita.
Na Siemens, os funcionários já estão em consonância com a realidade do mercado externo. Segundo
Rosi Mirian Holztratner, consultora de negociação estratégica da empresa, os funcionários da empresa
têm formação na área e conhecem os procedimentos de exportação. “Decidi fazer
o curso para me atualizar e conhecer o que há de novo”, afirma a consultora que está trabalhando no projeto
de conclusão da graduação em Comércio Exterior.
Disseminar a cultura exportadora é o objetivo da empresa Dataprom Equipamentos, especializada na fabricação
de equipamentos como radares, máquinas de bilhetagem, entre outros. A empresa já exporta para a Argentina e
está prospectando novos mercado na América Latina. Para capacitar a equipe, inscreveu 13 funcionários
no curso. Um deles é o contador Djalma Rodrigues de Lima. Ele afirma que o aprendizado está sendo muito útil.
“A empresa está abrindo uma linha para exportação e quer preparar os funcionários”,
diz, acrescentando que como contador pode atuar no planejamento tributário e estratégico das operações
de exportação.