Paulistana radicada em Curitiba, trabalha a temática urbana, bem
como temas folclóricos, dentro da estética contemporânea .
Em suas telas e esculturas, utiliza técnicas integradas e pesquisas polimatéricas que começou a desenvolver
no Paço das Artes em São Paulo.
Expôs individualmente no Museu Alfredo Andersen, Museu Universitário da PUC-PR, Sala Aleijadinho da PUC-PR, Solar
do Rosário, Instituto de Engenharia-PR, Armazém Bar-Galeria (S.P.), Caixa Econômica Federal (S.P.), Galeria
Woodside, TVE Paraná (cenário do mês de novembro de 98 do Programa Enfoque), Unindus-FIEP.
Apresentou suas telas com tema folclórico, completando o ambiente do SEBRAE na Casa Cor de 2004.
Participou de vários salões oficiais no Paraná e São Paulo; Bienal Elke Hering SC, Salão
Nacional de Arte Religiosa-PUC-PR, Salão Graciosa (prêmio Pintura) e de várias coletivas, com destaque
Museu de Goiânia, Paço das Artes-SP, Fundação Cásper Líbero, Fundação
Mokiti Okada, Centro Cultural Brasil-Espanha, APAP-PR, Inter Americano Galeria, entre outras. Obras em coleções
no Brasil, Itália, EUA, Alemanha, Finlândia e Japão.
No Espaço Cultural da Unindus está expondo, até
29 de março, telas das séries:
TAPUMES e VERTICAIS HORIZONTES, em que faz uma reflexão sobre
o espaço urbano, sua função e organização. Os TAPUMES são representações
simbólicas do crescimento, construção, demolição e reconstrução ao mesmo
tempo em que se apresentam como barreiras, obstáculos e também verdadeiras “tribunas livres”, com
suas pichações, avisos, protestos, propagandas e cartazes. Formam verdadeiros painéis pintados, descascados,
com furos, janelinhas misteriosas, correntes e fendas que deixam escapar fragmentos de imagens transitórias de um lado
e do outro; a vida passa neles e por eles.
Além do Espaço, há uma reflexão sobre o tempo:
o que está, o que foi e o que será. Neles acumulam-se detritos, pinturas, colagens desbotadas, descoladas,
rasgadas, sobrepostas, rabiscos e arranhões que nos convidam a fazer uma espécie de “pesquisa arqueológica”
daquele espaço repleto de intervenções aleatórias, cujo conjunto nos proporciona uma nova leitura
estética.
VERTICAIS HORIZONTES são decorrência desse processo de transformação,
soterrando o passado, empilhando gente, encobrindo o horizonte, apertando o sol, espremendo as nuvens, pulverizando o luar,
construindo uma nova paisagem que com seus reflexos e sensações multicoloridas, impressionam, deslumbram, acalmam
e alucinam.
As tintas, colagens e grafites transformam tudo em metáfora.
Márcia Litério: 3392-1010 / 9602-9802
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